Meu Filho me Cobra um Irmãozinho – O Que Fazer?


Quando chega o momento dessa conversa, muitas mamães e papais não sabem o que fazer. Isso é muito comum acontecer com filhos únicos, principalmente quando entram na creche ou vão para a escola, onde têm maior contato com outras crianças.

No momento em que os pimpolhos começam a ter a noção de família, excedendo o contato com pai e mãe, elas reparam em outros núcleos familiares, principalmente dos seus amigos de escola, e veem casais com mais de um filho. E logo chega a pergunta: “Mamãe, por que não tenho um irmãozinho?”

Por termos uma vida mais agitada e por passarmos cada vez menos tempo em casa, ter mais de um filho deixou de fazer parte dos planos de vários casais. A mulher continua com o sonho de ser mãe, mas isso vem se tornando um sonho que se realizará lado a lado de sua rotina produtiva o mais rápido possível.


O número de membros na família depende de escolhas que podem influenciar a vida de todos, mas a criança não tem noção disso e sente em seu íntimo o desejo de ter uma companhia, um irmão ou irmã, e às vezes pode acabar sofrendo com isso.

Isso acontece quando a criança se sente diferente de seus colegas que possuem outros irmãos. A percepção de uma criança é voltada para toda a fantasia que sua idade envolve. Psicologicamente, para a criança, a presença de um irmão tem um significado especial: a certeza de que nunca estará sozinha, sempre tendo alguém para brincar, já que seu mundo se baseia nisso.

Como ela não tem uma percepção que possa abranger fatores externos da vida adulta, e leva em consideração apenas sua vontade, é importante ter paciência e abrir um diálogo na medida da linguagem que a criança entende. Com isso, caso não haja planos para se fazer a “encomenda da Dona Cegonha”, ela compreenderá que o momento não é o favorável para a chegada de um novo membro da família. E essa conversa deve ser feita por meio do afeto, que é o código mais assimilado por toda e qualquer criança.

Mas, antes de chegar a uma conversa com seu filho, existem vários pontos que devem ser revistos antecipadamente pelo casal para que o diálogo transcorra da melhor maneira.


Fatores que influenciam na decisão de uma nova gravidez

CAPA

É claro que a conversa com o pequeno a respeito de ter ou não um irmão deve ser realizada pelos pais após uma decisão já ter sido tomada. Primeiramente, é preciso saber se a família possui estrutura para receber mais uma pessoa, que precisará de atenção exclusiva principalmente durante o primeiro ano de vida.

Ter mais um filho exige uma reestruturação familiar e tudo isso deve estar de acordo com as prioridades, necessidades e desejos do casal. Um novo filho muda hábitos, costumes, programas e a rotina profissional, incluindo o seu irmão mais velho.

Hoje em dia, as mulheres deixaram de serem exclusivamente donas de casa, estão empregadas, construindo carreiras e muitas vezes são elas que arcam com a maior parte das despesas de casa. Essa troca de papéis também influenciou a decisão sobre quantos filhos a se deseja ter em uma família.

Se a decisão quanto à nova gravidez for positiva, posteriormente deve ser analisado como será esse processo. A idade da mãe, sua profissão, situação acadêmica, orçamento familiar, tudo deve ser levado em consideração, pois não adianta nada tomar uma decisão baseada apenas na emoção dos envolvidos ou nas exigências do primogênito.

O mais importante de todo esse processo é entender quais as expectativas de seu filho sobre ter um irmão. A partir do momento em que já começa a cobrar, ele também já possui a capacidade de responder algumas perguntas que ajudarão a identificar o que ele espera. No momento dessas perguntas, você já deve direcionar a fim de poder construir seus argumentos para explicar para seu filho o porquê de sua decisão. Isso aproxima os filhos da realidade familiar, tornando-o parte do processo. A criança, após sentir que sua opinião é levada em consideração, torna-se mais tranquila diante de uma resposta negativa.


Essa troca de respeito entre pais e filhos é fundamental para estreitar os laços, mantendo-os sempre com um diálogo franco e aberto, sendo à base da confiança.

Talvez seja essencial para os pais também conhecerem os benefícios em ter mais de um filho, conhecer o que pode acrescentar para a formação do caráter e da personalidade da criança.

Benefícios em se ter um irmãozinho

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Algumas características ou traços de personalidades só podem ser desenvolvidos de forma mais eficiente com a presença de outra criança no ambiente, dividindo atenção, carinho e outras coisas.

Com a chegada do filho mais novo, os mais velhos desenvolvem o instinto de proteção, exatamente como acontece com uma mulher ao se tornar mãe. Em geral, eles serão bons amigos pela vida inteira e sempre que um precisar lá estará o outro em seu auxílio.

A presença do irmão minimizará sentimentos de solidão, pois estarão próximos e compartilhando experiências durante todo seu crescimento. Desentendimentos irão ocorrer, fato!, mas no final sempre um irá defender o outro. Uma frase define tudo isso: “Meu irmão é chato, mas só eu posso chamá-lo assim.”

Uma das situações mais importantes do desenvolvimento de uma criança é aprender a compartilhar, seja a atenção de mãe, pai, avós, brinquedos, comida e tudo mais. Filhos únicos apresentam a tendência ao egoísmo uma vez que tudo é para eles, já que não precisam dividir nada com ninguém.

Aprendem a conviver com as diferenças, pois nenhum de seus irmãos será igual a ele. Com isso, vai aprimorar ações de respeito às individualidades e as características peculiares de cada um.

Outro fator importante é começar a trabalhar em equipe desde cedo. Pessoas que não possuem irmãos apresentam um excesso em individualismo exatamente por perderem essa fase em sua infância por terem sidos filhos únicos.

Eles terão alguém para compartilhar alegrias e tristezas por toda a vida, pessoas torcendo por eles em todas as etapas da vida. E para concluir a satisfação dos pais em ter a casa sempre cheia, de alegria, bagunça conversas, discussões e tudo que torna nossa vida tão especial.

No tocante aos aspectos materiais, os filhos mais novos terão a possibilidade de utilizar as roupas infantis que pertenciam aos mais velhos – isto, claro, se as roupinhas não tiverem sido doadas ou se a família não se desfez das roupas antigas. É uma boa estratégia para aliviar o orçamento.

Hora de tomar a decisão

Após conhecer todos os benefícios em se ter mais de um filho, caso sua estrutura familiar permita e sua rotina também, não vale a pena ao menos pensar no assunto e quem sabe dar uma resposta positiva para aquela carinha linda que fica pedindo: “Me dá um irmãozinho?”

Mas, atenção: isso deve ser feito de forma pensada e construída em laços de amor. E são exatamente esses laços que vão levar seu primogênito a entender caso não seja possível ter o tão sonhado irmão mais novo.

Quer conversar mais sobre o assunto? Seu filho vem pedindo um irmãozinho? Escreve pra gente! Vamos trocar experiências, seja você com filho único ou com vários filhos.

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Até breve!

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